Pra onde tudo vai?

Para onde vai tudo que se vive? Para onde vai a mágica de certos instantes? ...A comunhão que se viveu, a cumplicidade de dividir tempo, espaço, experiências inaugurais? Para onde vão o carinho, a parceria, a entrega? Para onde vai o conhecimento, pessoal e intransferível, que se tinha um do outro? Para onde vai o que só vocês viram e experimentaram: aquela viagem especial, a peça de teatro inesquecível, a notícia daquele emprego, o segredo de só vocês dois? Para onde vai a absoluta intimidade que se teve com o outro?


Acredito que isso tudo fica em um lugar interno, como um site, uma espécie de nuvem que armazenamos tudo o que vivemos. Tão reais como o ICloud, temos os nosso WeClouds, que podemos acessar ou que nos acessa, algo que fica preservado, e que, mais do que nos fazer lembrar coisas, nos acolhe e ratifica.

O WeCloud guarda o essencial, o que ficou depois da ruptura, da tempestade, do calor de um tempo, um a dois permanente, que sobrevive aos acordos rompidos, às bênçãos desfeitas, às juras esquecidas. No WeCloud ficam o afeto espontâneo, o registro das intenções sinceras, da vontade de acertar e de tudo que foi verdadeiro.

Os relacionamentos podem acabar, mas não o vivido. Não se trata de memória, nem de “detalhes tão pequenos de nós dois”. Não se trata de viver no passado, nem de não aceitar os fatos. Não se trata de se refugiar num mundo alegrinho de autoajuda ou contar para si uma história diferente. Trata-se de vida bem vivida que não pode nem deve ser perdida. Tudo que vivemos e sentimos vira acervo, fonte, ferramenta; é nosso para sempre.

Quando estamos com alguém, somos uma pessoa única, que só aquele companheiro conhece. Para duas pessoas que se amaram sempre haverá um lugar onde se reconhecerão, mesmo que nunca mais se encontrem.

Somos o que vivemos e não podemos abrir mão disso. É fundamental que cuidemos de nossa história, que saibamos acolher nossas experiências com generosidade e entendamos que certas vivências, emoções e descobertas foram únicas e estarão para sempre produzindo alguém efeito sobre nós.

Todo fim de relacionamento pede tempo. Tempo para a saudade, para o luto, para a cura, para o distanciamento, para a neutralidade, para o recomeço. Existe um caminho a percorrer que vai do fundo do poço ao fórum, do desespero ao terapeuta, da perplexidade a aceitação, do abandono à libertação. Há que se fazer faxinas: livros, fotos, palavras mal ditas, mágoas, decepções. Há que separar papéis, propriedades, planos, sonhos, o passado do futuro, o extinto do eterno. Só quem tem passado tem futuro. Escolher a bagagem que se carrega é decisivo para seguir adiante. Entre asas e correntes, você decide. Conjugar sem medo o pretérito imperfeito para viver o futuro do presente.

Depois de um tempo, as dores passam... Sim, elas se cansam de nós e, se somos saudáveis, nos cansamos delas também, seguimos em frente, voltamos para nós mesmos, dispensando o que não serve mais, garimpando preciosidades, cheios de preguiça de sofrer, prontos para recomeçar, de novo, mais uma vez.

Um belo dia você se pega pensando naquele “nós” que já deixou de existir, sem a fisgada de saudade, nem ressentimento, nem raiva. Você pensa com serenidade. Você pensa não mais no “ex”, mas no companheiro de vida. Sai o “ex”, fica o amigo. Isso é muito reconfortante.

É quando você recupera em DVD seus filmes em VHS, com fases queridas da sua vida, e faz uma cópia para ele, porque sabe que aquilo tudo é parte da vida dele também, e você se sente grata por compartilhar.

É quando você encontra uma caixa esquecida de cartões, e-mails que você imprimiu e fotos, que fazem lembrar quem você era e como você se sentia quando estava totalmente apaixonada.

Lá estão vocês, sócios de experiências transformadoras, parceiros de sonhos, realizados ou não, amigos que cresceram juntos, cúmplices de pequenos crimes, vítimas dos mesmos desgastes da convivência.

Somos o que nascemos e o que escolhemos viver. Somos o que ganhamos, o que perdemos, o que boicotamos e o que nunca alcançamos.

É muito libertador fazer as pazes com a nossa história. De que nos serve negar, bloquear, tornar inacessíveis as lembranças, impossibilitar o resgate saudável do vivido? Do que nos serve chamar ex-companheiros de equívocos? É injusto conosco. É empobrecedor. Temos mania de achar que só o que dura para sempre é um sucesso. Durabilidade nunca foi sinônimo de segurança, assim como o efêmero não é sinônimo de fracasso. Uma jaula é segura e nem por isso é um lugar feliz, da mesma forma que viagens são fugacidades maravilhosas que se perpetuam dentro de nós. Nenhuma história é vã. Nada é. Nossa alma-memória, aquela que nos identifica, define e referencia, é como uma colcha de retalhos; Alguns são mais bonitos que os outros, mas todos são necessários.

“Amar o perdido deixa confundido o coração” (Drummond) porque amar o intangível, o perdido, é reconhecer que muito tempo, energia e as melhores intenções foram investidas, empenhadas e depositadas numa relação, num incrível voto de confiança no outro e na vida. Sim, mesmo os grandes erros e falências têm histórias comoventes e belas. Amar o perdido é entender que nada se perde.

Amar o perdido só é possível quando você volta para casa dentro de você. Melhor que dar a volta por cima, é voltar para si mesmo. Nessa hora você se sabe inteiro, de bem com a sua história. Aí você se comove com a certeza de que um certo “pra sempre” existirá, pois “as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão” (CDA).

É isso. Não fica o que é lindo. Fica o que finda. Fica de um jeito real, pois o que foi de verdade nunca finda.

As coisas findas ficam. Perdidas, talvez, mas para sempre nossas. Eternas!



(Hilda Lucas para LolaMagazine)Ver mais

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Cicatrizes

Pequenas ou grandes marcas causadas por pequenos ou grandes traumas.

Cicatrizes são as memórias das batalhas que vc viveu. Cicatrizes são as marcas das dores que vc sentiu e talvez ainda sinta.

As dores, tão presentes e tão dispensáveis, me recuso a acreditar que elas são necessárias e nos fazem crescer. Prefiro acreditar, que poderia viver sem dor alguma, porém acredito que sem cicatrizes eu não seria eu, poderia ser igual a qualquer pessoa.

O que me torna eu, são as cicatrizes que tenho, as dores que carrego comigo, e acredito que algumas delas até que me caem bem.

Por causa das minhas cicatrizes eu mudei alguns pensamentos, mudei minhas ações, sentimentos mudaram também. Para alguns sinônimo de dores, para outros reflexos de alívios, para mim sinônimo de lágrimas que não gostaria de ter derramado, de pessoas que não gostaria de ter deixado, de um mundo que hoje sei, não gostaria de ter partido!

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Muito tempo depois...


Depois de tanto tempo em silêncio, parece que voltaram as palavras.

Voltaram os sorrisos, talvez a felicidade também.

Depois da incompreensão, da solidão, da indignação, as coisas voltaram a ter cor.

Só quem chega ao fundo do poço e consegue fazer o caminho de volta entende meus sentimentos.

Renunciar a uma vida dói muito, mas estou descobrindo que recriar uma nova vida pode ser uma experiência encantandora!

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mudar...

Não pense que o mundo acaba ali onde a vista alcança.
Quem não ouve a melodia, acha maluco quem dança.
Hoje sei que mudar doi, mas não mudar doi muito mais!

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Trajetória

É como se eu sempre soubesse que um dia eu partiria, embora meu caminho até aqui não tenha sido fácil. O Texto abaixo descreve bem o que sinto:

"O que tem de ser, tem muita força.

Ninguém precisa se assustar com a distância, os afastamentos que acontecem.

Tudo volta! E voltam mais bonitas, mais maduras, voltam quando tem de voltar, voltam quando é pra ser.

Acontece que entre o ainda-não-é-hora e nossa-hora-chegou, muita gente se perde. Não se perca, viu?"
( Caio Fernando Abreu)






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a falta...


Me faz falta o tempo da descoberta, a gente se sentia, se beijava, se curtia.
A conquista, intensidade extrema. Me faz falta a novidade, o aconchego, os beijos no meio da noite, o afago.
O que aconteceu com a saudade que eu sentia?
A certeza transformou tudo em calmaria, em lealdade, cumplicidade.
O que eu quero agora não tem nome, tem surpresa, cuidado e desejo.
Eu pensei que me bastaria. O que me falta é importante demais pra eu simplesmente me bastar.
Não falo aqui, sobre a falta de amor. Amor é algo que transborda. Transparece nos olhos, independe da distancia, é maior que qualquer coisa que faz falta.
A presença do dia a dia, o cheiro na cama, a gargalhada inesperada, sintonia. Em meio a uma grande ausencia, se passa a valorizar o que de fato é importante. E a gente aprende que sempre existe algo mais por fazer, sempre fica algo por dizer, nunca temos 100% de tudo, e nunca damos 100%.
Nascemos e morremos...
e entre uma coisa e outra, crescemos, erramos, viajamos, sorrimos, choramos e amamos,
não necessariamente, assim!

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Mulheres que correm com os lobos


"Os lobos saudáveis e as mulheres saudáveis têm certas características psíquicas em comum: percepção aguçada, espírito brincalhão e uma elevada capacidade para a devoção. Os lobos e as mulheres são gregários por natureza, curiosos, dotados de grande resistência e força. São profundamente intuitivos e têm grande preocupação para com seus filhotes, seu parceiro e sua matilha. Tem experiência em se adaptar a circunstâncias em constante mutação. Têm uma determinação feroz e extrema coragem."

Trecho do livro de Clarissa Pinkola

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Intensidade

"Gostar é medíocre, é a falta de emoção dos contentes. Atletas não se sacrificam por gostar do esporte. Artistas não sofrem por gostar da arte. Não existe uma camiseta dizendo I Like New York. O que Romeu sentia por Julieta era bem mais do que gostar. Amor. Isso sim tem força. O amor tem o poder de mudar. Subverter. Conquistar. O amor está na raiz de tudo de bom que já aconteceu e vai acontecer. Ame o que você faz."

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Sentir-se amado

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".


Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo; as atitudes vale muito mais.

Martha Medeiros

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Rituais


Não sou mística, nem estudo os astros ou coisa parecida. Mas aprecio os ritos de passagem por que eles dizem ao nosso subconsciente que estamos virando a página. Assim estamos abandonando más escolhas, superando decisões desacertadas e buscando crescer e encontrar um novo caminho. Para mim, é isso que a passagem de ano significa. Elegi esse momento para trocar minha pele, como as cobras fazem.
Acredito que todos nós precisemos de algo em que nos apoiar, para não ruir. Existem muitos rituais prontos, mas passei a inventar os meus. Alguns secretos, outros nem tão secretos assim.
É por isso que apesar de todos os pesares do ano de 2010, acredito que 2011 será uma perfeita repetição, e uma perfeita renovação. A virada do ano me faz pensar que sempre é tempo de crescer, melhorar, renovar, renascer. Sempre existe um ano novo, uma oportunidade, uma esperança de alcançar algo que julgamos perdido, ou querido, ou desejado.

É para isso que nascemos. E é por isso que vamos um dia acabar. E continuar... E acabar...

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Filosofia

"Não me alimento de quases e não me contento com a metade. Não serei sua meio amiga e nem te darei meu quase amor, é tudo ou nada. Não existe meio termo.”
(Marilyn Monroe
)

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Aquele verão


Parecia ser apenas mais um verão em Floripa, como todos os outros, sol, praia, risadas, baladas de praia do fim da tarde. Um grupo de amigas que conheceria um grupinho de paulistas visitando nossas praias. Parecia. O verão de 2006 deixou amizades pra toda vida.
Inicialmente tudo do mesmo jeito, dia de sol na praia Mole, final de tarde ao som de música eletrônica e muita paquera. Uma das meninas que estava comigo, iniciou paquera com um paulista que estava com um grupo de amigos, e todo os dias que se seguiram naquele verão foi feito junto pelos dois grupos que animadamente curtiram Floripa.
Terminado o verão todos retornaram as suas rotinas, as paqueras se findaram, e ficaram os contatos. Porém algo muito especial aconteceu, diferente dos outros anos em que os contatos acabavam em desinteresse, surgiu algo inexplicável e nasceu entre nós uma amizade imensa.
Aos poucos as conversas sobre os problemas, os amores, os desamores, os trabalhos, passaram a ser compartilhados numa amizade totalmente livre de interesses. Sentimento puro.
Nossas idas a SP, passaram a ser compartilhadas em encontros de familia...e a surpresa de descobrir que nossos amigos eram gente como a gente, com valores morais, e respeito, foi o mais valioso.
Eis então que chegou o verão de 2007,claro que a gente ia pra Floripa. E o grupo de amigas que conheceu o grupo de paulistas, passou a ser um único grupo, a familia MCLEOD. O verão de 2007 marcou nossas vidas de forma definitiva e consolidou uma amizade que durará pra vida toda. Os dias na praia, as histórias inacreditáveis, as risadas, as "zicas", tudo marcou este verão que jamais será esquecido por nós.
Como a vida nem sempre é alegria, 2007 foi um ano difícil para todos, que com problemas particulares e de familia, fomos acompanhando os acontecimentos virtualmente e sempre torcendo uns pelos outros. E como era de se esperar, embora naquela época, não contássemos com esta hipótese, os caminhos de cada um foram sendo trilhados de formas diferentes...e o verão de 2007, foi o verão mais mágico que já vivemos. Por mais tempo que se viva não haverá outro igual, é por isso que as pessoas se tornam únicas e o momentos também.
Planejamos agora os próximos encontros da familia Mcleod... com novos membros evidentemente.
Fred, se casou com Cybeli, e são pais de Maurício. Eu conhecí Victor ( que trará loucura extra a familia Mcleod, e provavelmente será provedor de novos membros), Pastor está em SP, surfando nos feriados e namorando muito( mas anda meio distante), Amadeu ( agora em versão magra), promete muita insanidade pro futuro ( esperamos que crie juízo tb), e Fabi, já não sabemos onde vai parar, pois tem alçado vôos longínquos. E em meio a idas e vindas. Entre anos que chegam e anos que se vão. Entre derrotas e vitórias, temos uma única certeza, o verão de 2007 nos trouxe o presente mais valioso que poderíamos ganhar, a amizade incondicional. Independe do tempo, da distância, ela continua viva dentro de cada um de nós. E assim que Mauricio crescer mais um pouco, que eu mudar para o RJ, que Fabi enfim encontrar seu lugar no mundo e que Amadeu estiver saradíssimo, a gente se encontrará, e com toda a certeza do mundo teremos o verão mais especial de nossas vidas.

O verão de qual ano mesmo?

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Quem diria...

As coisas nunca acontecem da forma como imaginamos, mas podem ser muito melhores que isso.
Inicialmente, nos parecia que o tempo demoraria muito a passar. Pairava no ar a sensação de que tínhamos todo o tempo do mundo para tomarmos nossas decisões.
Você recém formado. Eu recém "de volta a vida".
A sede por aventura, a busca por emoções. Encontros discretos, quase secretos.
Se tivessemos, naquele tempo, parado pra pensar apenas um instante, teríamos escolhido estradas opostas .
Contrariamos a lógica. Nem as previsões mais otimistas apostariam em nós. Surpreendemos. Quebramos todos os paradigmas. A idade. A cor. A razão. A lógica.
Aprendí que ter asas é melhor que ter raízes. Já não sou mais sozinha. Nos preparamos agora, para o nosso vôo duplo, esperando que todos os ventos soprem a favor.
A gente sabe que coisas inacreditáveis acontecem. Somos a prova disso.
E quando a gente percebe que quer passar o resto da vida com alguém, a gente quer que o resto da vida comece logo. E nunca mais acabe.

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Viagem...


Explorar o desconhecido, conhecer novas culturas, viver uma aventura...
...independente do objetivo, quando você está vivendo estes momentos, todos os seus sentidos estão passando por algo único.
São momentos que, mágicos ou não, jamais se repetirão.
Você lembrará para sempre daquele lugar, daquele cheiro, daqueles sabores. Sentimentos e sensações antes nunca sentidas. Histórias inesquecíveis, frustações também. Você pode prometer voltar um dia, ou talvez acabe voltando sempre.
Uma viagem não precisa de motivos. Não tarda a provar que basta a sí mesma. Você pode achar que vai fazer uma viagem, mas é ela que faz ou desfaz você!
Termino este post com as palavras de Amir Klink:

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”

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Vazio

É o nó no peito, a lágrima no olho , a casa vazia
o meu silêncio, os meus pensamentos, melancolia
a rotina sempre apressada, a camiseta suada
a volta pra casa no fim do dia
Vivendo mais a sua vida que a minha
esperando as vozes que me inquietam ,baixarem o volume
talvez eu descubra o porque de estar aqui, assim
o porque de não querer estar aqui.
Sempre me faltaram muitas coisas
e eu soube viver bem sem elas
mas agora, sobre tudo, eu me pergunto:
Onde foi parar minha alegria?

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Empatia


Se fosse fácil ou possível nos colocarmos no lugar do outro quando somos feridos, talvez pudessemos perdoar e relevar as palavras mal ditas num momento de surto. Talvez até não sentiríamos com tanta força o golpe duro das palavras que nos machucam.
Colocar-se no lugar do outro, é algo muito bem descrito, raramente praticado.
O apego ao próprio umbigo, as nossas próprias necessidades e a crença apenas nas nossas verdades, é algo caracteristicamente comum ao ser humano.
Somos cegos aos sentimento dos outros, as dores e aos conflitos dos outros. Nossas razões são sempre maiores e mais urgentes.
Ter empatia é saber ceder. E permitir que a razão do outro seja mais forte que a nossa. É deixar a verdade do outro prevalecer.
Empatia é o ato de amor mais valioso que se pode dar.
E uma grande sorte receber!

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Ausência

"Pela marca que nos deixa
a ausência de som que emana das estrelas
pela falta que nos faz
a nossa prória luz a nos orientar.
Doído corpo que se move
a solidão dos lugares que a gente frequentava
pela mágica do dia
que independeria da gente pensar
não me fale do seu medo
eu conheço inteira sua fantasia
e é como se fosse pouco
e a sua alegria não fosse bastar
quando eu não estiver por perto
cante aquela música que a gente ria
e tudo que eu cantaria,
e quando eu for embora você cantará!

( Oswaldo Montenegro)

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O diabo veste Prada


O filme não fala apenas de moda, nos faz repensar nossa carreira.

Uma frase do filme não me sai da cabeça: " Sobretudo, quando sua vida pessoal começar a ruir, é sinal de que vc será promovido".

Tão verdadeira!

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Quando tudo desaba...


...e até o olhar mais desatento notaria em mim a sua ausência!

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Amigos


Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação.
Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira.
Temos o costume de confundir amizade com onipresença, e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão; não se tem amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado !
O que é mais importante: a proximidade física ou a afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva. Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca de convívio.
Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.
Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.
Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis da maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles, “vamos nos ligar?”, num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.
Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Caso os encontre, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação.
Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia. Significativos em cada etapa de formação. Não estão na nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos bêbados e trôpegos?
Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade.

(Fabrício Carpinejar do livro Canalha)

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